Dói, sabia? Simplesmente dói. Dói saber que você não se importa. Dói saber que sua vida é mais importante que a minha. Dói ainda mais ter que sorrir e fingir que está tudo bem, quando, absolutamente nada está bem.
Dói sentir dor, e não saber por que. É frustante, humilhante. Você simplesmente está mal, mas não pode falar o por que, afinal, o que você vai falar, se nem você sabe? Dói também quando você sabe o que causa a dor, mas não pode falar. Afinal, o que vai falar? "É você que me faz sentir dor." Não, você não pode falar isso. Você quer ajuda, você quer colo. Mas na verdade, o que você quer? Você quer chorar? Quer sorrir? Quer sentir raiva, ou tristeza? Quer ser forte e guardar tudo pra si, ou desmoronar com alguém?
Não tem como saber, e de novo voltamos ao inicio. Simplesmente dói.
Mas as pessoas tem que entender, as pessoas tem que ouvir. Você está mal, e depois elas vem falar com você sobre os problemas delas, afinal, a sua vida não é importante o suficiente para elas largarem os problemas delas, ou isso, ou, meus parabéns, você sabe fingir muito bem. Mesmo assim, "vamos deixar meu problemas de lado, sim? A sua vida é mais importante que a minha." Esse pensamento, ou pelo menos um parecido, já deve ter passado na sua mente enquanto você estava mal, enquanto doía e mesmo assim, você deixava de lado para se preocupar com problemas de outras pessoas.
Mas quando elas sabem que você não está bem, e faz tempo, elas ainda falam "e como você queria que eu soubesse? Você não fala nada! Eu não tenho bola de cristal!" Como diabos elas querem que agente fale, quando elas mesmas quase não dão a chance. Quando, nós, que geralmente damos o colo e o ombro amigo, precisamos de um, elas não dão?! Mas temos nossa parcela de culpa, poderíamos ter contado, mas não contamos. Por que não quisemos, ou por que não estamos acostumados.
Para todos os efeitos, de qualquer modo, quem cresse sem poder contar com ninguém, acaba aprendendo e acostumando a sofrer em silencio e com um sorriso no rosto.